Alice Wegmann comemora 18 anos com vilã de "Em Família": "ela provoca muito”

Por Nina Ramos , iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Carioca estreia no horário nobre como rival de Bruna Marquezine na nova novela de Manoel Carlos: "a Shirley tem o lado bom e o lado ruim, mas o ruim prevalece um pouquinho"

Ricardo Ramos / iG
Alice Wegmann estreia no horário nobre como a vilã Shirley de "Em Família", última novela de Manoel Carlos

Não se deixe enganar pelos cabelos claros, sorriso encantador e olhar provocante. Basta abrir a boca para soltar seu veneno em três palavras e já dá para perceber que Shirley não é flor que se cheire. A personagem que promete roubar a cena em “Em Família”, nova novela de Manoel Carlos, será interpretada na fase adulta por Viviane Pasmanter, mas seu DNA começou a ser construído com a jovem Giovanna Rispolino no primeiro capítulo, exibido na segunda-feira (3). Quem toma as maldades para si na segunda fase da trama é Alice Wegmann. E por ela, sim, se deixe envolver pelo papo bom, cabelos ao vento, carioquice genuína e riso fácil.

LEIA MAIS - Assista ao trailer de "A Culpa é das Estrelas", com Shailene Woodley
Charli XCX: “eu não sou perfeita, nunca vou ser e não me importo com isso”

Divulgação / TV Globo
Alice interpreta Shirley na segunda fase de "Em Família". Depois o papel será de Viviane Pasmanter

O iG encontrou com a atriz de 18 anos no Parque Dois Irmãos, no Rio de Janeiro. Em um dia de calor forte na cidade, Alice, que viveu recentemente Lia em “Malhação”, contou sobre a virada na carreira.

Siga o perfil do iGirl no Facebook

O convite para viver a vilã de “Em Família” coroou a chegada da maioridade. No roteiro, cenas mais sensuais, ardilosas e nada ingênuas. Shirley não veio para brincadeira.

“Como todo mundo, a Shirley também tem o lado bom e o lado ruim, mas o ruim prevalece um pouquinho mais (risos). Ela provoca muito, tanto o Laerte quanto a Helena. É uma provocação física e psicológica também”, disse.

Para dar o tom certo daquela que vai infernizar a vida da protagonista Helena (Julia Dalavia / Bruna Marquezine / Julia Lemmertz), Alice contou com um ingrediente a mais além dos estudos e leituras: a amizade. Guilherme Leicam, que foi seu par em “Malhação” (2012-2013), vive Laerte, a grande paixão de Shirley, na segunda fase da história. “Quando a gente foi gravar essas cenas (mais sensuais) eu acho que, por ter sido com o Guilherme, foi muito mais fácil. Ou melhor, mais confortável para mim”, contou Alice.

LEIA MAIS - Dicas dos especialistas: como ter um bronzeado saudável no verão
Adolescentes do Vidigal ganham o mundo com hip hop inspirado na vida no morro

Quem também fez o set se transformar em sala de visita foi Bruna Marquezine. A rivalidade entre as duas fica apenas para o plano ficcional. “Ela é uma pessoa brilhante, é gente boa, dedicada, ajuda os outros, não pensa só nela na gravação, ela é um doce. Foi um presente mesmo na minha vida. Eu tenho falado com ela por mensagem de celular, mas toda vez que a gente se encontra é muito gostoso”, revelou a atriz, que está cursando Comunicação Social da PUC-RJ. No papo que você confere na íntegra abaixo, Alice também fala sobre a relação com os fãs, a opção por manter assuntos pessoais, como namoro, longe das manchetes e como a chegada dos 18 anos mudou seu dia a dia:

iG: Agora com 18 anos e estreando no horário nobre, você acha que a Shirley marca uma nova fase na sua carreira?
Alice Wegmann: Sim, eu concordo total com isso. É bem diferente mesmo de “Malhação”. A personagem, a trama… Tem uma carga emocional muito maior. A Lia era uma pessoa com personalidade forte, rebelde, mas ela tinha uma coisa mais nova do que a Shirley. Ela era mais ingênua, mais inocente. Era uma trama mais leve. E agora é outra coisa. É uma personagem mais adulta, que está fazendo 19 anos, a história já vem com uma carga mais forte não só por ser uma vilã, mas por ter a personalidade que ela tem. Eu trabalho muito com a sensualidade, ela é mais metidona, segura de si. É bem diferente.

iG: Conte um pouco sobre a Shirley na adolescência. Como você criou esse caráter duvidoso da personagem?
Alice Wegmann: Nas novelas do Maneco todo mundo tem um lado bom e um lado ruim, o que eu acho ótimo, porque é isso que acontece na vida real mesmo. Todo mundo é humano. A Shirley também tem o lado bom e o lado ruim, mas o ruim prevalece um pouquinho mais (risos). Ela provoca muito, tanto o Laerte quanto a Helena. É uma provocação física e psicológica também.

Alice Wegmann. Foto: Ricardo Ramos / iGAlice Wegmann. Foto: Ricardo Ramos / iGAlice Wegmann. Foto: Divulgação / TV GloboAlice Wegmann. Foto: Ricardo Ramos / iGAlice Wegmann. Foto: TV Globo/ DivulgaçãoAlice Wegmann. Foto: Ricardo Ramos / iGAlice Wegmann. Foto: Divulgação / TV GloboAlice Wegmann. Foto: Ricardo Ramos / iG

iG: Você achou muito desafiador criar uma vilã?
Alice Wegmann: Achei, mas é assim com todos os personagens. Eu estou um curso com um coach de Nova York que diz que o ator não veste uma máscara para criar um personagem. É como se o ator já tivesse várias e fosse tirando uma a uma. Eu super concordo com isso.

iG: Como atriz e também telespectadora de novelas, você tem uma grande vilã preferida?
Alice Wegmann: A que eu mais me envolvi, por já estar trabalhando com isso, foi a Carminha (Adriana Esteves em “Avenida Brasil”). Quando você vê uma pessoa fazendo o que ela fez, é muito admirador. Mas, nossa, tenho vários para citar...

Ricardo Ramos / iG
"Eu acredito que quanto mais o tempo passa, mais responsável você fica"

iG: Ultimamente, ainda mais em tempos de redes sociais, os vilões acabam se tornando queridinhos do público. Isso pode acontecer com a Shirley?
Alice Wegmann: A gente recebeu pouca coisa de início. No começo da história, ainda não tem essa coisa Félix e Carminha… Não tem tantos feitos para cativar. Quer dizer, eles, Mateus Solano e Adriana Esteves, que fizeram isso, esse trabalho incrível para cativar. Mas o texto já ajuda. Nessas primeiras fases, eu acho que eles vão para um caminho mais sério. Mas futuramente, vai ser bem legal. A Vivi vai ter uma cobra de estimação (risos). Vai ser “bafo”.

iG: As cenas sensuais estão na trama desde o primeiro momento. Para você, foi difícil?
Alice Wegmann: Eu nunca tinha feito nada parecido, nunca tinha trabalhado com esse lado. Em “Malhação” tinha cena de beijo, namoro, e tinha até personagens mais sensuais, como a Fatinha (Juliana Paiva), que era mais atirada. Mas eu nunca tinha feito um personagem assim. Eu tive que ir para um caminho diferente.

iG: E estar com o Guilherme Leicam facilitou essas cenas?
Alice Wegmann: Muito! A gente já tinha conversado sobre isso antes, ele é muito meu amigo, a gente se diverte e se conhece mesmo. Eu sei quando alguma coisa acontece com ele e vice-versa sem precisar falar muito. E quando a gente foi gravar essas cenas eu acho que, por ter sido com o Guilherme, foi muito mais fácil. Ou melhor, mais confortável para mim.

LEIA MAIS - Passo a passo: make para os dias mais quentes das férias de verão
Revenge porn: "o agressor pode ser seu namorado, seu amigo, seu irmão”

iG: Você sentiu pessoalmente a chegada dos seus 18 anos?
Alice Wegmann: Eu acho que sim. Isso é muito relativo, tem gente que não sente, não. Eu já vi vários amigos falando que não fez a menor diferença, mas eu senti como uma passagem mesmo. Sei lá, uma coisa mais adulta. Tem essa coisa de tirar a carteira de motorista (estou começando as aulas práticas agora), toda a questão de documentos… São coisas simples, mas que você começa a entender, a entrar para uma nova fase. Eu acredito que quanto mais o tempo passa, mais responsável você fica, sabe? Hoje, por exemplo, eu vejo meu trabalho como uma coisa mais séria, mais valorizada. Eu me lembro quando fiz a primeira “Malhação” (em 2010), eu estava muito empolgada, adorando estar ali, mas eu ia me divertido mesmo e nem estudava o texto como ele merecia ser estudado, nem a trama… Eu lia e fazia as cenas normalmente. Hoje eu sinto que mudaram os olhos. Hoje eu enxergo de maneira mais valorizada meu trabalho.

Ricardo Ramos / iG
"Acima de tudo sou humana. Eu erro, eu acerto algumas vezes, eu tenho os meus momentos. Não tenho medo de errar com qualquer coisa, e quando isso acontece eu assumo e peço desculpas

iG: O que você ainda acha que tem de menina e o que já tem de mulher?
Alice Wegmann: Eu guardo muita coisa. Eu ainda tenho meus momentos mais, digamos, jovem (risos). E isso é uma coisa que não quero perder nunca. Quero levar até meus 96 anos. A gente muda, mas nunca deve perder a nossa essência. Eu sou madura, mas tenho meus momentos em que “desmonto”, relaxo, fico em casa com meus amigos, minha família.

iG: Falando sobre a parceria com a Bruna Marquezine, ela vai além das telinhas, né? Como vocês se conheceram e como se lidam fora da novela?
Alice Wegmann: Eu já a conhecia há um tempo, mas a gente ficou amiga mesmo nessa novela. E a Bruna é uma querida, em todos os sentidos. Ela é uma pessoa brilhante, é gente boa, dedicada, ajuda os outros, não pensa só nela na gravação, ela é um doce. Foi um presente mesmo na minha vida. Eu tenho falado com ela por mensagem de celular, mas toda vez que a gente se encontra é muito gostoso. A gente se diverte muito juntas.

Divulgação / TV Globo
"A Shirley também tem o lado bom e o lado ruim, mas o ruim prevalece um pouquinho mais"

iG: Você é super ativa nas redes sociais e tem vários fã-clubes, seguidores, adoradores… Como lida com isso?
Alice Wegmann: Pois é, a gente vira praticamente um exemplo, o que é meio assustador. Eu deixo claro, acima de tudo, que sou humana. Eu erro, eu acerto algumas vezes, eu tenho os meus momentos. Não tenho medo de errar com qualquer coisa, e quando isso acontece eu assumo e peço desculpas. Existem coisas que a gente quer contar para eles, como, sei lá, uma gravação de algum programa. É legal compartilhar… Até coisas da vida mesmo. Se você quiser falar, por exemplo, que naquele dia você foi à praia, compartilha! Por que não compartilhar? Claro, tem coisas que eu não gosto de expor, mas eu gosto de conversar com eles.

iG: A gente sabe que você segue a linha reservada, que tenta manter sua vida pessoal, amorosa, longe das notícias e cliques. Mas como você lida com essa necessidade dos fãs de querer saber?
Alice Wegmann: No início eles pesquisavam muito a minha vida e discutiam entre si. Até que chegou num ponto em que eu falei que não queria comentar sobre isso, que não gosto. Nas próprias entrevistas eu comecei a falar que era mais reservada e eles entenderam e me respeitam por isso. Por exemplo, com o Gui Leicam, que era meu par em “Malhação”, volta a meia tinha um comentário: “ah, eles ficaram, ah, não, eles não ficaram”… Não existia nada disso, mas eu não fazia questão de falar, nem o Guilherme fazia questão de falar que a gente nunca tinha ficado. Quando eles entenderam nossa posição, eles pararam de discutir. Quando tem essa troca e quando os fãs conseguem compreender, fica muito mais leve, mais saudável.

iG: Você já repensou alguma vez se valeria a pena continuar na carreira por conta de algum acontecimento deste tipo?
Alice Wegmann: Acho que não cheguei nesse ponto, não. Graças a Deus não passei por isso. Mas volta e meia eu penso como seria melhor se todos fossem mais preservados mesmo, e é por isso que eu quero ser assim desde agora. É muito ruim você ia para um bar com amigos, de repente começam a tirar fotos de você e você não está a fim de ser fotografada no momento, sabe? Claro, temos dias e dias. Mas eu acho que se você quer ter seu espaço, tenha o seu espaço e trabalhe para isso.

CONTINUE LENDO - 8 respostas sobre absorvente interno
Miley Cyrus aparece semi-nua e com cabelos longos em capa de revista

Leia tudo sobre: entrevistaAlice WegmannEm Família

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas