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Comportamento
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Loucos por famosos: vale tudo para conhecer um ídolo de perto

Eles ficam horas de pé esperando na porta de um hotel e viajam grandes distâncias só para trocar um diálogo com seus artistas favoritos

Bruno Capelas , iG São Paulo |

Arquivo pessoal
Gabriele Oliveira posa com o ator Taylor Lautner, o Jacob de "Crepúsculo"

Quando se pensa em ídolo, quase sempre vem à cabeça a ideia de uma pessoa inatingível, de hábitos diferentes, vivendo em outra realidade nas colinas mais altas de Beverly Hills. Mas, na verdade, mesmo os poderosos de Hollywood, como Justin Bieber ou Robert Pattinson, quando não estão no tapete vermelho, se misturam ao restante dos mortais no dia a dia, seja no estacionamento do supermercado, na plateia de um show ou na fila do Starbucks.

Para quem é realmente fã, esses momentos podem se tornar a oportunidade ideal para tirar uma foto ao lado do ídolo e guardar para sempre a recordação.

Arquivo pessoal
Paulo Fonseca, de 20 anos, viajou seis vezes para encontrar a cantora Sandy

No último mês, uma americana de 16 anos, conhecida como como Sarah M., virou assunto na internet por manter em seu Flickr uma coleção com mais de 4500 fotos ao lado de celebridades, incluindo nomes poderosos como Miley Cyrus, Katy Perry, Angelina Jolie e Brad Pitt, só pra citar alguns.

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“Sempre gostei muito de cultura pop e da Disney, e comecei a ir na porta de eventos para conhecer os artistas, e tudo foi indo assim. Da última vez que vi o Justin Bieber, foi ele quem me chamou para tirar uma foto!”, contou Sarah em entrevista ao programa de TV “Good Morning America”.

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O privilégio de conhecer seus ídolos em carne e osso, no entanto, não é exclusivo da americana. A paulista Gabriele Felipe, de 16 anos, por exemplo, já conseguiu tietar Shakira, Taylor Lautner, de “Crepúsculo”, e os britânicos do The Wanted.

No caso da boy band, ela conta uma história bastante peculiar. “Não consegui conhecê-los quando eles vieram ao Brasil em outubro, mas dei um jeito de entregarem um presente para eles, uma gatinha amarela. Quando viajei para os Estados Unidos com os meus pais em janeiro, dei um jeito de encaixarmos as datas só para ver um show deles”, diz.

Insistente, Gabriele convenceu os pais a ficar sozinha em Orlando enquanto eles foram a uma cidade vizinha. “Esperei um tempão pela banda na saída do show. Foi um momento muito especial para mim, e eu vi que é recíproco. Não são só eles que tem um significado grande na nossa vida, mas nós, fãs, também significamos muito na vida deles”, explica Gabriele.

Segundo a estudante, o esforço foi reconhecido e valeu o sacrifício. “Um artista querido é como se fosse um personagem de um livro que a gente gostaria muito de ter como amigo”, diz ela, tentando mostrar porque gosta de conhecer os famosos.

50 horas de viagem

Paulo Fonseca, de 20 anos, mora em uma cidade do interior de Minas Gerais, Várzea da Palma, que fica a seis horas de ônibus da capital Belo Horizonte. A distância não foi empecilho para o rapaz realizar seu sonho de conhecer a cantora Sandy, há dois anos. Presidente do fã-clube “Um Segredo e um Amor”, criado em 2009 em homenagem à cantora, Paulo foi até São Paulo e passou oito horas na frente do Citibank Hall só para conhecê-la.

“Saí da minha cidade na sexta-feira à noite, e só cheguei no domingo, quase na segunda-feira. Foram cinquenta horas de viagem. Não tomei banho durante esse período todo, e passei três noites sem dormir. Quando eu conversei com ela, tremi bastante, e não conseguia nem falar. Mas valeu a pena”, conta Paulo, que se tornou webdesigner depois de aprender a fazer sites em homenagem à musa.

Arquivo pessoal
"Loca" por famosos, Gabriele Oliveira também conheceu a cantora Shakira

Em 2011, Paulo viajou cinco vezes pelo Brasil para ver os shows da turnê “Manuscrito”, baseada no primeiro álbum solo de Sandy, e conversou com a cantora em quatro dessas oportunidades.

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“Acho que a maior loucura que fiz pela Sandy foram todas essas viagens. Gastei perto de R$ 8 mil, mas valeu cada centavo”, conta ele, que criou o fã-clube na intenção de ser percebido pela cantora. “Queria que ela pudesse saber da gratidão que eu tenho pelo trabalho dela. É algo que me acompanha desde os 4 anos de idade”, explica Paulo.

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Na porta do hotel

Ficar horas esperando na porta de hoteis, estúdios e casas de shows pode ser a chave para conhecer seu ídolo de perto. É o que costuma fazer a paulista Mariana Nunes, de 16 anos. Em maio, quando a banda escocesa Franz Ferdinand veio a São Paulo, ela ficou das 9 da manhã às 4 e meia da tarde na porta do hotel Sheraton para conversar com o vocalista Alex Kapranos.

“O que mais me encheu o saco foi o sol na cara enquanto eu esperava, mas foi tranquilo. No fim das contas, valeu a pena ficar lá, até porque eu conheci muita gente legal, e fiz vários contatos”, conta a estudante, que no mesmo mês também perseguiu a banda The Kooks, e, enquanto fazia isso, acabou tirando uma foto com Rodrigo Amarante, ex-guitarrista da banda Los Hermanos.

Ela opina que encontrar um ídolo é uma oportunidade única: “Acho legal curtir um show, ouvir os discos, mas estar próximo dos caras é totalmente diferente. É uma emoção bem gostosa, que você guarda pra sempre”.

Arquivo pessoal
Mariana Nunes ao lado do cantor Rodrigo Amarante, dos Los Hermanos, e do vocalista da banda Franz Ferdinand, Alex Kapranos

Siga os passos

Se você quiser seguir os passos desses fãs e também ficar juntinho do seu artista preferido por alguns momentos, preste atenção em alguns dos conselhos a seguir.

Tenha respeito pelos artistas: “Use a educação de uma maneira básica! Não vá falar com o seu ídolo se ele está no meio de um almoço”, diz Gabriele. Ficar descontrolada não ajuda em nada. “Se você fizer escândalo, o segurança vai levar o artista embora, porque ele vai se sentir ameaçado. No fim das contas, quem acaba se prejudicando somos nós mesmos”, conta Mariana.

Segure o nervosismo: Para aproveitar aquele momento único ao máximo e guardar a melhor recordação de um abraço ou um sorriso do seu cantor favorito, é importante saber segurar a onda. “Eu passei muito tempo pensando em como ia fazer para ficar tranquila enquanto falava com os meninos do The Wanted. Na hora, meu coração não acelerou, porque eu consegui controlar, mas eu estava muito, muito, muito feliz”, lembra Gabriele.

Puxe papo, sem vergonha: Mariana diz que uma das coisas que ela mais gosta de fazer é conversar com o artista. “Sempre tento puxar papo, perguntando se eles estão curtindo o Brasil ou se estão cansados. No começo é meio forçado, mas depois fica bem legal”, aconselha.

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