Marisa Cintra: “O futebol freestyle não consiste só em fazer embaixadinhas”

Brincando com a bola, a paulista de 25 anos prepara-se para disputar em Roma o primeiro campeonato mundial feminino de futebol freestyle, o Red Bull Street Style, no sábado (22)

Bruno Capelas , iG São Paulo |

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Marisa Cintra vai à Itália nesse sábado (22) para tentar ser campeã mundial de futebol freestyle! Controle de bola a gente sabe que ela tem!

Estrela do Santos Futebol Clube e da Seleção Brasileira, Neymar tem feito muito sucesso nos gramados por suas atuações decisivas e, principalmente, por seu jeito alegre e descontraído de jogar, cheio de estripulias com a bola, como dribles, embaixadinhas e chapéus. Seguindo os passos do atacante santista, a paulista Marisa Cintra, de 25 anos, vai à Itália nesse sábado (22) disputar o primeiro campeonato mundial feminino de futebol freestyle, o Red Bull Street Style.

“Até bem pouco tempo atrás, eu competia entre os meninos, mas agora estou feliz de representar o Brasil em um torneio só com garotas”, diz Marisa, que começou a jogar futebol aos seis anos de idade, por influência do pai e dos irmãos.

São-paulina, a garota começou a criar manobras com a bola em 2006, quando postou na internet seu primeiro vídeo de truques. “Era algo que estava surgindo na época, com o Ronaldinho Gaúcho fazendo mil acrobacias. Não demorou muito para que eu começasse a me apresentar por aí, e dois anos depois comecei a me dedicar apenas para o freestyle”, contou a atleta, que já se apresentou em programas como "Esporte Espetacular", "O Melhor do Brasil" e "Altas Horas". 

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"O Ronaldinho Gaúcho ajudou muito no surgimento do freestyle com todas aquelas manobras e brincadeiras que ele fazia", conta a atleta

Marisa, entretanto, não gosta de ver seu esporte sendo confundido com “competição de embaixadinhas”. “A embaixadinha é o que menos conta no freestyle! Os jurados olham para a criatividade das manobras, e não é nada criativo ficar só petecando a bola”, conta Marisa.

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Além da criatividade, quesitos como controle da bola, estilo e performance contam bastante na competição. Em etapas divididas em batalhas um-contra-um, cada atleta tem três baterias de 30 segundos para mostrar que é melhor que o oponente.

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Na entrevista a seguir, Marisa fala sobre como começou a jogar futebol, explica um pouco mais sobre o freestyle, conta seus planos para o futuro e revela contra quem gostaria de jogar uma batalha do esporte.

iG: Como você começou a jogar futebol?
Marisa Cintra: Comecei a jogar em casa, aos seis anos de idade, por influência dos meus irmãos e do meu pai. Sempre joguei, na escola também, só parei quando fui fazer faculdade de Ciências da Comptuação. Joguei em Itapecerica da Serra e em Taboão.

iG: E como você começou a praticar o futebol freestyle?
Marisa Cintra: Via vários vídeos na internet com manobras legais e resolvi fazer o meu. Postei meu primeiro vídeo em 2006, e a partir de 2008 comecei a trabalhar com o freestyle como se fosse uma profissão. Costumo fazer apresentações quase toda semana e vivo participando de campeonatos, como esse que vou disputar agora em Roma. Um dos meus melhores momentos na carreira foi em 2009, quando disputei com os homens e fiquei entre os 16 melhores freestylers de São Paulo.

iG: Muita gente se refere ao freestyle como “o esporte das embaixadinhas”. É isso mesmo, Marisa?
Marisa Cintra: Não tem nada a ver! A embaixadinha não vale nada no freestyle, o que conta aqui são as manobras, e o estilo que você usa. O foco do freestyle não é a embaixadinha, e quanto menos você fizer, melhor!

Rede Globo/Zé Paulo Cardeal
Na última semana, Marisa esteve no "Altas Horas", e impressionou o jogador Fred, do Fluminense

iG: Como funciona uma competição de freestyle?
Marisa Cintra: São batalhas de um-contra-um, que duram três minutos. Cada competidor tem trinta segundos para fazer seus truques, e depois passa a vez ao outro. Os jurados, por sua vez, prestam atenção de acordo com o controle que o atleta tem da bola, o grau de dificuldade das manobras, o estilo e a criatividade. Normalmente, jogadores de futebol famosos e b-boys participam do júri, é bem legal.

iG: Qual a diferença de jogar futebol e fazer o freestyle?
Marisa Cintra: A diferença está porque o futebol é coletivo, e o freestyle depende só de você. Mas, de resto, é bem parecido: a vibração de fazer uma manobra legal é quase igual a de fazer um gol.

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"A vibração de fazer uma manobra legal é quase igual à de marcar um golaço", diz Marisa

iG: Qual a sua arma secreta pra vencer o campeonato?
Marisa Cintra: Minha simpatia e o gingado brasileiro podem fazer a diferença!

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iG: Quem são os teus ídolos no futebol?
Marisa Cintra: O Ronaldo Fenômeno, que foi um jogador importante em todos os times que jogou. O Ronaldinho Gaúcho, porque foi através dele que o freestyle cresceu muito, com propagandas, brincadeiras no treino e tudo mais. E o Rogério Ceni, por jogar por amor ao São Paulo, que é o meu time!

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iG: E contra que jogador famoso você gostaria de tirar um 1x1?
Marisa Cintra: Seria divertido enfrentar o Falcão, do futsal.

iG: Como é a sua rotina?
Marisa Cintra: Quase toda semana eu tenho uma apresentação, um ensaio de fotos, alguma coisa para fazer. Essas últimas semanas estão bem corridas por causa do campeonato, estou treinando quase 4 horas por dia. Além disso, gosto de ficar na internet respondendo ás pessoas sobre o meu trabalho.

iG: Aonde você se vê daqui a cinco anos?
Marisa Cintra: Não sei. Quero investir em algumas coisas além do freestyle, e queria comprar um caminhão para o meu pai, porque ele é caminhoneiro. Além disso, quero ser a melhor do Brasil no freestyle, até eu ficar velha e não poder mais jogar.

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