O final de Sex and the City

Alessandra Blanco :: 17.08.2004

Sex and the City

E

stou com um problema sério. Não tem um episódio de “Sex and the City” que eu não chore pelo menos três vezes. Patético, mas inevitável. Sou só eu ou essa última temporada está realmente f....?

Nesse final de semana consegui uma fita de divulgação com o último capítulo da série. Levei um dia para decidir se iria assistir ou esperar até a próxima segunda para poder esticar mais um pouco esse “gostinho” de final. Claro, não resisti.

E quer saber?  Eu gostei. Não vou contar o final, até porque já contei aqui há alguns meses quando o último episódio passou nos EUA. Mas precisava me pronunciar a respeito porque não agüento mais essas matérias e “análises” de “como assim as quatro vão ter um final feliz?”.

O que se esperava de um final de série de TV? Que elas ficassem sozinhas, sem namorados e aparecessem juntas aos 80 anos dando comidas para pombos no Central Park?

Essa panfletagem de que elas finalmente deram glamour ao mundo das mulheres solteiras, felizes e modernas e que, portanto, não poderiam acabar casadas, monogâmicas ou com namorado que sempre foi “cafa”  é surreal.

Ok, elas foram o tempo todo as heroínas das mulheres solteiras. Mas acho que o final de “Sex and the City”, mais do que feliz, mostra vida real: as pessoas se casam, têm filhos, dão mais uma chance a namorados que pisaram muuuito na bola.... Sim, é uma m... ficar mais uma vez com o cara que só pisou na bola. Mas concorda que todas já passamos por isso e também já fizemos isso com alguém?

E talvez isso seja uma revelação, não sei, mas achei que tinha obrigação de dizer: nada acontece no cérebro de pessoas casadas que faz com que um dia depois de “se acertarem com alguém” passem a ser chatas, desinteressantes e tediosas.

Nós ainda conseguimos conversar sobre vários assuntos, continuamos a ler livros, jornais, revistas, ver TV, ir ao cinema, ouvir música, assistir a shows e até saímos para a balada.

E daí que Miranda teve filho, casou e se mudou para o Brooklyn? Além de ter a melhor vista de Manhattan, o bairro hoje é sinônimo de tudo o que é “cool” e moderno. Os melhores clubes estão lá, todos os brechós, as melhores bandas de Nova York, inclusive The Strokes, começaram fazendo shows por lá e até Paul Auster, um dos meus escritores favoritos, mora no Brooklyn.

 

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Ok, desculpe o desabafo. Mas este é o “Guia para Garotas” de número 100. Fiquei dias pensando sobre o que escrever, desde as 100 coisas mais legais sobre as quais já tratei nesta coluna ou as 100 coisas legais que deixei de falar em todas as semanas em que deixei de escrevê-la. Mas, ontem, depois de ler duas novas análises sobre o final de “Sex and the City”, achei que o “Guia para Garotas 100” merecia este manifesto em favor das mulheres casadas, interessantes e de bem com a vida.


Alessandra Blanco
É diretora de Conteúdo do iG