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ensei em começar este texto dizendo que a moda está na moda. Tudo bem, é horrível, desisti. Mas é verdade.
Oficialmente temos no Brasil o que está sendo considerada a maior exposição de moda já ocorrida na América Latina, a Fashion Passion, na Oca, que faz uma retrospectiva de 100 anos de moda e dá a rara oportunidade de ver ao vivo modelos clássicos de estilistas como Chanel, Dior, Versace, Galliano, Lagerfeld, só para citar alguns. Sem falar numa incrível coleção de fotos de Helmut Newton, Bruce Weber e Cartier Bresson, entre outros "top fotógrafos".
Um pouco antes da Fashion Passion, em junho, aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil, a FilmeFashion, segunda edição de uma mostra de cinema relacionado à moda, organizada pela Alexandra Farah, que, aliás, também tem uma coluna sobre moda no site Glamurama prá lá de indicada.
Nas livrarias, destacam-se nas prateleiras de recomendados os livros “Chiqu{érrimo]”, de Glória Kalil, “O Diabo Veste Prada”, de Lauren Weisberger, “Queer Eye for the Straight Guy”, dos Fab 5, e “Como Fazer Inimigos e Alienar Pessoas”, de Toby Young. Todos eles acabaram de ser lançados.
Sobre “Chiq[érrimo]”, nem é preciso falar muito. Desde que chegou às livrarias, ele é o número 1 em vendas. Glória deu ao livro o subtítulo de “Moda e etiqueta em novo regime”, eu acho que poderia ser descrito como “um guia de convivência social e sobrevivência em um mundo em que não se sabe mais o que é educação”. Ou seja, não é só um livro de receitas de etiqueta ou moda, ele é fundamental para tornar o nosso dia-a-dia mais agradável. Glória tem sempre uma saída ótima para qualquer situação, com dicas superúteis do que fazer e como se vestir naquelas ocasiões em que você nunca sabe bem como se portar: de jantares formais a enterros, de casamentos a festinhas íntimas em casa. E tem ainda ótimos toques para famosos, muito apropriados para a atual "década das celebridades".
“Quer Eye...” também é basicamente um livro de dicas (de moda, decoração, gastronomia, beleza e boa educação), só que voltado para homens heterossexuais. Na verdade, acho que esse é seu problema. Isso porque as recomendações que estão no livro são muuiiito elementares, quase do tipo “tem que tomar banho e lavar atrás da orelha todos os dias”. Aí, toda a graça, o humor e as boas sacadas do programa que tanto agradam também às mulheres e aos homossexuais, ficam de fora. Eu, particularmente, acho difícil um homem hetero comprar um livro que diga a ele que seria interessante depilar suas partes íntimas, afinal, as mulheres fazem isso por eles.
“O Diabo Veste Prada” e “Como Fazer Inimigos e Alienar Pessoas” tratam da mesma coisa: ambos foram escritos por jornalistas que trabalharam na Vogue America e na Vanity Fair, respectivamente, e narram o quão horríveis e fúteis são as “pessoas da moda”. O primeiro é totalmente baseado na “megera” Anna Wintour, editora da Vogue, aqui “representada” pela personagem Miranda Priestly. No segundo o jornalista e trapalhão (sério, ele daria ótimo par com Didi Mocó), Toby Young, conta o curto período em que trabalhou na Vanity Fair e teve que conviver com as terríveis e malucas celebridades hollywoodianas, além de pessoas como... Anna Wintour. Para ilustrar como a mulher é uma bruxa, Young conta uma passagem em que uma estagiária assiste a um tombo sensacional de Wintour e fica em dúvida se deve ou não ajudá-la a se levantar, já que foi orientada a nunca falar com ela e a sair do elevador quando ela entrasse. A estagiária decide passar reto, sem socorrê-la , fingindo que não viu nada. E se deu bem, essa era a atitude correta a tomar com a toda-poderosa da Vogue.
Na TV, as “editoras” de moda também estão com tudo. Eu confesso que não perco um “Esquadrão da Moda”. Adoro ver Trinny e Suzannah falarem para suas candidatas à reforma de guarda-roupa que elas têm um corpo ótimo (a maioria é gordinha), são supersexies, para, logo depois, destruírem seu gosto para roupas. Confesso que toda vez agora fico pensando se devo usar saias em A ou camisetas mais ajustadas para “valorizar” o corpo, como elas dizem...
Tem também o programa da Fernanda Tavares na MTV. Bem, gostos à parte, dizem que é a maior audiência da emissora hoje, o que deve significar alguma coisa, seja lá o que for...
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