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Eu e meu namorado mais velho

Meninas que têm namorados até 14 anos mais velho falam de suas experiências (boas e ruins)

 

Quem nunca se apaixonou por um menino mais velho que atire a primeira pedra! No colégio, sempre há o rapaz da série acima que nos desperta as mais animadas expectativas, mesmo que ele geralmente nem saiba nosso nome...

 

Mas o que acontece quando essa simples paixão platônica vira realidade, e você acaba namorando um menino mais velho?

 

Luanda tem 14 anos e seu namorado Sérgio, 19. Os dois se conheceram numa boate em São Paulo e namoram há 6 meses. “O mais legal de namorar o Sérgio é que ele tem uma vida totalmente diferente da minha, ele já está na faculdade, tem carro, vai até começar a trabalhar”, conta a animada Luanda. São justamente essas diferenças que tanto preocupam seus pais. “Eles acham que o Sérgio vai me obrigar a fazer coisas para as quais não estou preparada, mas que ele já está”, diverte-se com a forma delicada com que seus pais abordaram o tema sexo. “Mas não cheguei a contar pra eles que eu e o Sérgio combinamos que a gente só transaria quando eu tivesse me sentindo preparada para tal”, finaliza a questão.

 

Quando a estudante Débora Lima tinha 13 anos (hoje ela tem 19) namorou um rapaz de 19, o Ale. A ausência de sexo também não foi problema: “a gente não transou, porque ainda era muito cedo pra mim, e ele nunca forçou nada, me respeitava demais. Ficávamos no beijo, abraço, mas transa não”. Em contrapartida, a Débora nunca chegou a contar para sua mãe do Ale: “ele era muito mais velho e minha mãe não queria que eu começasse a namorar tão cedo”, conta.

 

Para namorar escondido, Débora tinha que aplicar alguns truques básicos: falava para a mãe que ia para a casa de uma prima, e corria para encontrá-lo, essas coisas. Mas também não deixa de admitir que foi tudo “muito difícil”. 

 

Hoje em dia, Débora até fica com uns caras mais velhos, mas isso não chega a ser uma “preferência”.  “Acho que pelo fato de que sempre convivi com gente mais velha, a minha cabeça é bem pra frente da minha idade”, conta.

Adriana Barra, 18 anos, é outra que fica com meninos mais velhos porque “eles têm uma cabeça mais de adulto, não fazem tanta molecagem”.


Meninas com cabeça de criança

O psicólogo Ari Rehfeld observa que geralmente no meio da adolescência (13, 14, 15 anos), as meninas costumam desenvolver-se mais rapidamente que os meninos, e daí surge a vontade de namorar os rapazes mais velhos.

Mas Ari ressalta que “cada situação deve ser analisada com suas particularidades”. Isso quer dizer que o que vale pra você, pode não se encaixar com a realidade de outros. “Uma menina de 14 anos pode ter uma cabeça de uma mulher, ou de uma criança...”, explica o psicólogo.

 

Quer um exemplo? O namoro de Alessandro, 23 anos, foi por água abaixo graças “à infantilidade da Cristina”. “Tudo bem, é de se esperar que uma garota de 15 anos tenha suas meninices, mas a Cris era um exagero. Parecia que estava namorando um bebê”, conta o estudante de agronomia.

 

Alessandro diz “gostar de namorar meninas mais novas”. Ele justifica essa opção – Alessandro já teve 3 namoradas com menos de 18 anos – por se tratarem de “meninas mais suaves, mais despreocupadas com a vida”. Se há algum interesse em retirar a pureza das garotas: “não, não, é que elas me entendem melhor, só isso. Além do que, as mais velhas são mais difíceis”. Falou então.

 

Visto pelo lado da segurança, namorar uma menina mais nova é realmente mais fácil. A juventude é uma fase da vida marcada pela insegurança, você não sabe bem como lidar com um relacionamento, e nesse caso uma menina mais jovem vai te passar mais confiança, afinal, ela é tão ou menos inexperiente quanto você.

 

14 anos de diferença

 

Um caso extremo de namoros com diferenças de idade é o de Cristina e Rodrigo, de 13 e 27 anos respectivamente. Cristina está no ensino médio, enquanto Rodrigo é sócio de um escritório de engenharia. Ela gosta de navegar na net, ele nem tem tempo pra isso. Suas amigas o chamam de “Tigrão” – apelido que ele só vai descobrir lendo essa matéria –  e os amigos de Rodrigo consideram Cristina “um mulherão”. Já os pais de ambos são contra o namoro. “Entendo, não dá pra acreditar que a gente tenha tanta coisa em comum”, conforma-se Cristina. “Mas eles precisam perceber que o Rodrigo não é um pervertido, a filhinha deles que já é uma adulta”, desabafa.

 

O namoro dos dois tem uma rotina tranqüila, ele a leva pra jantar em restaurantes, vão ao cinema, assistem aos seriados da Sony na casa dos pais da Cristina. “Só não posso viajar com ele, nem ir a festas e voltar de madrugada”, conta Cristina. Se ela tem medo de Rodrigo desistir dela graças ao estilo pudico do namoro? “Se ele fizer isso, prova que não me merece”, diz com segurança.

 

Mas nem tudo são flores nesse tipo de relacionamento. Mesmo se declarando uma “caçadora” de meninos mais velhos, Adriana Barra teve um caso aos 14 anos com um rapaz de 20 que deu motivo de sobra para o encanto com garotos mais velhos quebrar. “Perdi a virgindade na base da ameaça. Era muito menina, tinha medo que ele desmanchasse o namoro e acabava acatando todas as ordens do Edson”, conta Adriana.  Mas ela aponta que o pior mesmo foi lidar com as proibições dos pais: “eles não aceitavam que eu namorasse um cara mais velho, e tinham toda a razão porque o Edson não era uma boa pessoa. Só que o cerco que eles me fizeram só me aproximou mais do meu ex. Quanto mais meus pais proibiam, mas eu queria ficar com o Edson”, explica. Atualmente ela namora com um rapaz de 24 anos, o Cristian, mas lembra que as diferenças entre 18 e 24 anos quase não existem. "Temos a mesma cabeça e fazemos os mesmos programas", conta.  

 

O psicólogo Ari sugere que os problemas que podem surgir entre pais preocupados e filhas apaixonadas devem ser resolvidos através do diálogo e de um certo cuidado. “Não adianta reprimir violentamente, mas os pais devem estar presentes na vida dos filhos, estabelecer um bom canal de comunicação”, diz.

 

Ele lembra que esse diálogo só é eficaz quando natural. “Não adianta simplesmente conversar. É preciso que pais e filhos construam em conjunto uma atividade que dê prazer a ambos. É nessa atividade que os dois se sentirão confortáveis para conversar naturalmente e dessa forma o diálogo flui”, diz o psicólogo.

 

A dica vale não só para os pais, mas para as meninas que queiram resolver as coisas em casa, e assim poder namorar mais com mais tranqüilidade. Afinal, seus pais têm o direito de se preocupar com sua vida amorosa, porém, construindo esse laço de comunicação, tudo fica mais fácil, eles vão te compreender melhor e confiar mais nas suas escolhas.



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Adriana, 18 anos, é uma verdadeira "caçadora" de meninos mais velhos. Na foto, ela posa ao lado do namorado Cristian.

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