Esse namoro vai para frente?
Clique aqui e faça o teste para ver se seu namoro vai para frente
Geralmente, no comecinho do namoro, tudo rola às mil-maravilhas. Os problemas vão aparecendo com o tempo, quando tanto a menina quanto o menino estão mais seguros e vão mostrando o que são de verdade. Existem também casos em que o namoro mal começa e os problemas já aparecem. Será que esse namoro vai para frente? O negócio é saber distinguir os casos em que é possível resolver e amenizar as diferenças entre o casal, daqueles em que o esforço pode ser em vão...
Na opinião do master em programação neurolinguística Marcos Françóia, “se tiver amor e transparência, vale qualquer caso” . Tendo respeito, tudo pode dar certo. Tem que ceder, ter diálogo, combinar como vão ser as coisas e começar da maneira certa, pois segundo ele, “se começar errado, depois é muito mais difícil consertar”.
Desconfiados
Luciana Andreosa, 18 anos, namora há 7 meses um cara que faz exército, e ele é muito desconfiado desde o começo. “Eu quase nunca o vejo, e quando vejo, agente quase sempre briga, sei que é difícil namorar assim, mas gosto muito dele”, reclama ela.
“Ele sempre vem com ideinha de que eu estou traindo , mas por telefone a gente não é assim, a gente é super-amavél um com o outro. Não sei o que fazer”, completa Luciana, que já tentou conversar e dizer que esta atitude a incomoda, mas não adiantou. “Já pensei em terminar varias vezes” assume. Conclusão: ele é um cara bem legal quando não está desconfiado. Será que este caso tem solução?
A psicóloga Maria Olimpia Jabur Saikali acha que depende muito do caso. “Este não é um problema sem solução, pois não é um caso em que falta respeito ou amor, e sim uma insegurança do garoto. Mesmo assim é preciso saber que é muito difícil lidar com a insegurança e, se ela for muito grande, pode ser difícil o garoto mudar”. Na opinião dela, vale a pena conversar e dizer que, se ele não tentar confiar nela, o namoro vai ficar impossível. É preciso tentar conversar uma ou duas vezes e demonstrar que você gosta dele para ajudar a deixá-lo seguro, mas se não adiantar, o ideal é pedir que ele procure ajuda de um psicólogo para lidar com esta insegurança. Se nada adiantar, você deve partir para outra. É sempre preciso medir até que ponto vale a pena investir sem se sacrificar ou sofrer.
Diferenças de princípios
Os casos em que as diferenças são grandes, como religião por exemplo, são um pouco mais complicados e com o tempo elas tendem a ficar maiores. Na opinião da psicóloga Priscila de Faria, é muito comum no começo do namoro as pessoas se iludirem e acharem que tudo tem jeito e que é possível passar por cima de qualquer diferença. Com o tempo, quando o fervor da paixão passa, as diferenças começam a pesar.
Marcos Françóia acha que as diferenças podem ser superadas com respeito mútuo. "Se a menina é de uma religião diferente do garoto, por exemplo, e não pode assistir à televisão, ele deve ceder, respeitar a pessoa que ama, e então o que era um empecilho, deixa de ser”, conclui Françóia. Já Maria limpia e Priscila acreditam que certas diferenças, como as de princípio, dificultam muito um relacionamento.
Françóia lembra: "o filme Cidade dos Anjos é um exemplo de que vale mais lutar pelo amor do que ficar sofrendo pela falta dele. A personagem de Nicolas Cage se torna mortal para ficar com a personagem da Meg Ryan, e quando consegue, morre. Fica claro que ele lutou por um momento de amor, mesmo que fosse só aquele momento. É lógico que este é um caso extremo, e ninguém precisa arriscar a vida para ficar com seu grande amor. Mas é um exemplo de que mesmo as maiores diferenças podem ser superadas quando existe amor verdadeiro".
Quando o namorado faz proibições O caso da Valéria também se encaixa no time “do vale a pena conversar e tentar resolver”. Valéria está namorando há quatro meses, mas ele é muito ciumento e diz que tem muito carinho por ela, mas que não a ama.
“Tudo que ele faz ou diz parece que é diferente, que ele gosta de mim, às vezes eu acho que ele tem medo de assumir o que sente. Tudo ele pode e eu não posso nada. Eu não suporto ficar sem ele, por isso não desisto, mas esta ficando difícil lidar com tudo isso”, reclama ela.
Em casos em que o namorado faz proibições, Françóia aconselha a rever o relacionamento, pois “se já está tendo proibição, estão quebrando a regra do respeito e a necessidade de ceder pelo outro. Tudo depende da saída: pra onde é, o motivo... A pessoa não pode se sentir podada. Não pode haver cobrança quando as coisas já estão combinadas e existe respeito”, finaliza.
Este caso se encaixa muito no primeiro exemplo, quando o menino é desconfiado. "Vale a pena tentar investir no relacionamenrto, mas é muito importante saber até que ponto a menina não corre o risco de abrir mão de sua individualidade", diz Priscila.
Quando a família é contra Françóia acha que é bastante complicado quando a família é contra, e que sempre vale a pena ouvir os conselhos de quem é mais velho e tem experiência. “Avalie bem o que seus pais estão te dizendo, eles podem ter razão”. Se realmente for certeza que a encanação da família é infundada, aí sim, dentro dos princípios já mencionados, vale investir. ”Tem casos em que a família serve de alerta, não bata de frente, use o questionamento para refletir”.
O toque dos pais pode ser um aviso de que algo pode estar errado. Para Priscila, o ideal é avaliar sem se iludir. É muito comum na pessoa amada os nossos desejos e achar que a pessoa é algo que não é". Ela complementa dizendo que, com o tempo, é possível adquirir experiência para diferenciar quando estamos iludidas ou amando de verdade.
Namoro à distância Se tiver a possibilidade de se ver, vale a pena investir. Agora, namoro que só fica na palavra não é muito aconselhável”, diz o especialista em comportamento.
“Conheço casos de paquera na internet que deram certo”, diz ele, “mas é imprescindível ter certeza da origem da pessoa e de que o primeiro encontro será seguro, para não correr riscos. Investir vale, mas sempre alerta, tomando as devidas precauções”, aconselha Marcos Françóia.
Quando a pessoa mora em outra cidade e dá para se ver de vez em quando, não há o menor problema em investir na relação. Agora, se é de outro país, só vale se tiver planos de se mudar para mais perto. Namoro virtual não é aconselhável, tem que ter o “olho no olho”, senão não é o suficiente.
“Tem um cara que conheço a mais de cinco anos e até hoje não tivemos nada muito sério e agora ele está na Inglaterra, mas vai retornar e a gente se fala todos os dias pela net”, diz Patrícia, que saber se pode dar certo este relacionamento. Agora ele vai voltar e os dois estão solteiros. Este é um caso que vale a pena investir, sem dúvida, na opinião de Françóia.
Confiança, transparência no relacionamento, conversa diária e olho no olho é a dica de Françóia para enfrentar qualquer diferença. “É assim que se mede se existe reciprocidade no relacionamento: conversa diária, respeitar antes de cobrar respeito”. Tudo isso vai fazer com que você conquiste a confiança e também poder medir se é correspondida, assim fica muito mais fácil vencer as diferenças.
Agradecimentos Marcos Antonio Françóia, é Master em Programação Neurolinguística, diretor da empresa MBF Assessoria, Participação e Treinamento, Pós-Graduado em Controladoria, professor universitário e instrutor de treinamentos técnicos e motivacionais. E-mail para contato: marcos@mbfassessoria.com.br. Saiba mais sobre palestras e dicas do profissional no site www.mbfassessoria.com.br
Maria olimpia Jabur saikali é psicóloga e atende na cidade de São Paulo e Avaré. Telefone (14) 3732 0953 .
Priscila de Faria Gaspar é psicanalista, terapeuta de Regressão, bióloga e mestre em Ciências pela USP. Para entrar em contato, mande um email para priscilagaspar@terra.com.br ou telefone para: 11 55850286
|

Será que vocês vão conseguir superar as diferenças?
|