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Minha mãe é minha melhor amiga
Melhor do que ter uma mãe que se preocupa e cuida da gente, é ter uma mãe que também é amiga. Quem pode contar com a ajuda dela em todos os assuntos, sabe o que isso significa: "se não fosse minha mãe", relata Cristina Almeida, 22 anos,"eu estaria hoje em sérios apuros", assume. Na hora do aperto, nada melhor do que contar com a experiência e segurança de alguém que te conhece como ninguém e tem por você um amor incondicional.
Taís Ayumi Ogassawara, 13 anos, encontrou na relação com a mãe muita segurança, pois se sente a vontade para conversar e se aconselhar com ela. “Minha mãe sempre me responde tudo o que eu pergunto, quando a procuro ela sempre me ajuda, acho muito bom contar com o apoio de uma pessoa próxima e que confio”, avalia ela. Na opinião de Taís, deve ser muito ruim ter que esconder as coisas de uma pessoa que vive com você e é tão próxima.
Mais do que confidentes, muitas mães são também boa companhia para ir ao cinema, exposições e até viagens. “Sempre faço programas com minha mãe, principalmente os culturais, ela sempre acrescenta coisas legais e me sinto bem de incluir ela, sempre que posso, na minha vida minha. Mesmo por que sei o quanto isso é importante para ela, além de ser para mim”, conta Cândida Papa, 18 anos.
“Minhas amigas não entendem quando prefiro viajar com minha mãe do que com elas, mas é até melhor, porque ela é divertida, não vai embaçar com nada que eu queira fazer e ainda não gasto grana”, compara ela.
“Ela é uma amiga verdadeira”, afirma Cândida. “Eu sempre pude contar com minha mãe, ela é do tipo que eu posso falar tudo, até de meninos e coisas assim”, relata ela. “Uma vez eu estava muito indecisa com um relacionamento, conversei com muita gente, mas no fim foi minha mãe quem me ajudou mesmo. A diferença é que nossa mãe sempre vai querer o bem para gente, nunca vai ter outros interesses envolvidos”, ressalta.
Mas isso não significa que é sempre assim. Outras meninas se consideram muito amigas de suas mães, mas não se sentem à vontade para falar sobre meninos e sexo. “Sou muito amiga da minha mãe, mas tem algumas coisas que eu tenho vergonha de falar ou medo que ela conte para meu pai”, diz Giovana, 12 anos.
Para a psicóloga Maria Olimpia Jabur Saikali, a mãe pode participar dos assuntos de sexo, mas não é muito comum dividir os detalhes, para ela eles fazem parte da individualidade da filha, e a mãe deve saber respeitar este espaço. “Uma menina que se sente à vontade para contar para a mãe que teve uma relação sexual ou que precisa ir ao ginecologista, tem uma relação de cumplicidade com a mãe, e isso é muito valioso”, explica.
Cristina também conta sempre com sua mãe, mas prefere não falar algumas coisas relacionadas à vida sexual, “ela não se sentiria bem, a mãe sempre vê a filha como sua menininha”, opina.
Mas, na hora do aperto, vale sempre recorrer à velha amiga experiente. No caso de Giovana, que às vezes sente vergonha de contar sobre os meninos que gosta, diz que se um dia precisar de verdade, se por acaso se meter em alguma confusão ‘nesta área’, é ela quem vai procurar. “Minha mãe nunca escondeu nada de mim”, diz a garota, que conta também que só se desentende com a mãe por coisas bobinhas, como, por exemplo, quando não arruma o quarto ou briga com o irmão. “Ela me ajudou muito recentemente em uma confusão de escola. Tem coisas que nenhuma amiga faria por você”, finaliza. Isso é que reconhecer na mãe uma grande amiga.
Se a vida já tem suas dificuldades, sabemos que elas ficam ainda maiores quando não podemos contar com a ajuda de nossa mãe. Se você está curiosa para saber a fria em que se meteu Cristina Almeida, aquela do primeiro parágrafo, ai vai: “Me meti em uma dívida séria no banco. No princípio não queria preocupar minha mãe com isso, mas a coisa foi ficando cada vez mais séria. A melhor coisa que fiz foi contar para minha mãe, que parou tudo para me ajudar”, lembra .
Se você não se encaixa neste grupo de meninas e não se dá tão bem com sua mãe, nem tudo está perdido. A idade e a maturidade colaboram muito para a aproximação entre mãe e filha. Este foi o caso de Cristina, que, quando era mais nova, batia de frente com a mãe. "Nós duas éramos bastante mandonas, e ela não conseguia ver eu estava crescendo, que não era mais uma criança. Foi por isso que quando sai de casa a gente se aproximou muito e hoje posso dizer com toda convicção: mnha mãe é minha melhor amiga”.
Agradecimentos: Maria olimpia Jabur Saikali é psicóloga e atende na cidade de São Paulo e Avaré. Telefone (14) 3732 0953
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