Lidando com a concorrência
De tão interessado pelo seus hobbies e obrigações seu namorado anda te deixando de lado? Aprenda como não cair nessa
Se só de imaginar que o dia dos namorados esse ano cai num domingo, você já se apavora com a possibilidade de ser trocada pela rodada do campeonato brasileiro de futebol? Ou desconfia, preocupada, que seu rapaz vai chiar por não almoçar como de costume na casa da vovó? Então essa matéria é para você.
Lidar com as concorrências que um relacionamento impõe não é nada fácil, mas não há como fugir delas. Conversamos com algumas meninas que passaram ou passam diariamente por essa situação para ver como elas fazem para convencer os namorados a conciliar seus interesses pessoais com o namoro. Entre dicas e consolos, uma opinião é unânime entre elas: nós meninas precisamos aprender com os namorados essa capacidade que eles têm de manter hobbies, amigos e obrigações. E não apenas mantê-los como também fazer com que nossos namorados gostem e participem deles.
Bom, mas voltando à concorrência, confira as dicas para não se estressar com seu namorado e garantir mais um feliz 12 de junho...
Futebol (pode ser substituído pelo esporte favorito do seu namo) Aprenda de vez: futebol é paixão insubstituível. A estudante Bianca Perruchio, 18, chegou ao ponto de fazer as contas de quanto tempo o namorado dedica ao futebol por semana. Ela descobriu que, somando todos os recreios no colégio que ele passa na quadra, mais as terças-feiras em que treina, mais os dois jogos semanais do Palmeiras, mais os programas de TV diários e dominicais, seu namorado reserva 14 horas da semana à paixão nacional, bem mais tempo do que passa com ela. “Minha dica é se informar. Toda segunda-feira, anoto na agenda os dias em que o Palmeiras joga e já me programo para fazer outra coisa. Agora não acontece de eu chamá-lo no sábado à tarde para ir ao cinema e ficar frustrada porque ele vai ao estádio”.
Amigos galinhas Seu namo é de uma turma de meninos baladeiros? Calma, tudo nessa vida tem solução… Basta ele “estar muito apaixonado e ter muita personalidade para dizer não aos amigos”. A dica é da estudante Juliana Perruso, 18, que passou pela experiência de namorar um “perdido”. Pelo que a estudante conta, o tal rapaz tinha mesmo motivos para ficar desorientado. “Quando ele sossegava ao meu lado, os amigos reclamavam, e quando ele caia na noite com eles, era minha vez de chiar”. O namoro não engatou, e Juliana sabe o porquê: “se ele realmente gostasse de mim, não teria continuado dado tanta atenção aos amigos”, conta. “Parecia que ele nem namorada tinha! Se um cara gosta da menina, ela aprende a moderar”, finaliza.
Banda OK, é incompreensível que seu namorado, depois de uma exaustiva semana de estudo e trabalho, passe o final de semana dentro de um estúdio ou na garagem de casa ensaiando. Mesmo sem entender, o negócio é relaxar e fazer um acordo para que a veia musical dele não extrapolo os limites. Para a professora Roberta Pitorri, 23, que namora há oito anos o publicitário Zeca Barban, 25, a dificuldade está em podar algo que Zeca gosta tanto. “Ao mesmo tempo em que você quer que ele fique ao seu lado, você sabe que aquilo é uma das coisas que mais o realiza”, diz. A professora driblou a concorrência de uma forma interessante. Ficou amiga das namoradas dos outros integrantes e aproveita os ensaios para se encontrar com as meninas. Para conciliar namoradas e ensaios, eles viajaram um final de semana para um sítio e,enquanto os rapazes tocavam, as namoradas tomam sol.
Estudos Faça as contas: a relação candidato-vaga da faculdade que seu namo sonho em fazer é provavelmente beeeem maior que sua necessidade de atenção. Dê um desconto, estudos devem ser prioritários na nossa vida, e não é sempre que ele vai se atolar nos livros. A estudante Nathália Cury, de 20 anos, não se incomoda com a dedicação de seu namorado aos estudos. “Ele faz isso porque precisa... Antes estudar do que fazer ‘coisa errada’”, diz. Ah, mais um motivo para não implicar com seu gato C.D.F: pais costumam odiar namoradas que prejudicam os estudos dos filhos.
Ex-namoradas “Cara, o Rodrigo passou o Natal com a família da ex-namorada!”. Assim indignada, a estudante Laríssa Passos Bezerra, 24, fala sobre a relação do namorado com a ex. “Eles namoraram cinco anos e hoje são muito amigos”, conta. Há seis meses com Rodrigo, a estudante espera pacientemente que a amizade esfrie. “Não posso cortar uma relação tão séria, mas não posso levar essa afinidade como apenas uma grande amizade. Porque hoje é amizade, mas no passado não foi”, diz. Ela impõe limites: “não aceito que ele deixe de fazer alguma coisa comigo para se encontrar com ela; quando estamos os três, não permito comentários da época em que eles namoravam; faço de tudo para que ela perceba que não é mais a dona do pedaço”, revela. Sobre o comportamento de Rodrigo, ela diz que exige honestidade e respeito. “Eu não fico reclamando da amizade dele porque percebo que ele mesmo coloca limites. Ele sempre fez questão de me deixar segura em relação a tudo isso”. E o Natal desse ano? “É na minha casa, com certeza!”, diz.
Família O fato de ele respeitar e se dedicar à família pode ser uma coisa legal, desde que seu namo tenha personalidade suficiente para impor limites e saiber discutir com os pais quando necessário. A estudante Ilana Ramos, 16, namorou por dois meses um menino de família judaica. Até aí tudo bem, o problema é que o rapaz levava a opinião familiar acima de tudo, e não se interessava por nada que não fosse a religião. “A gente discutia muito porque ele não queria saber de nada”, conta Ilana. “A família impunha isso a ele, e ele não questionava”, diz. “Acho que a gente precisa ver até que ponto seu namorado vai ser dependente da opinião dos pais. Se for em exagero, melhor nem levar adiante, porque vai ser uma briga para a vida inteira”, setencia.
Caso nada acima adiante, não hesite em procurar alguém que te dê mais atenção. Ah, e não esqueça de sinalizar sua condição: “sob nova direção”.
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