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Dia Internacional de Combate à AIDS
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O dia 1º de Dezembro é o dia internacional de combate à AIDS. Nesta data, todos os países unem as forças para divulgar informações para impedir o crescimento da doença. É também neste dia que uma série de eventos em solidariedade aos soropositivos (portadores do vírus HIV) é realizada.

Pesquisadores e cientistas no mundo todo buscam a cura da doença, mas, apesar dos avanços dos medicamentos que a tornam controlável (já é possível que uma pessoa que possui o vírus não manifeste a doença), não há nenhum método para que a pessoa infectada se livre do vírus.

É difícil encarar que a doença está próxima de todos nós porque é um assunto que causa muito medo e também envolve a questão sexual. No entanto, assumir que você pode sim contrair o vírus se não tomar os devidos cuidados é a melhor forma de você se proteger. E é na parte da informação sobre a prevenção que o iGirl dá uma força para você. Abaixo, estão todas as informações que você precisa saber para se prevenir contra o vírus. Agora, o resto é com você.

História

A Aids foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1982. Desde o início da epidemia, a faixa etária mais atingida tem sido a de adultos com 20 a 39 anos de idade. O último Boletim Epidemiológico de Aids, publicação trimestral do Ministério da Saúde, já registrou 362.364 casos de aids desde 1980. Deste total, 7.407 dos casos são de adolescentes com 13 a 19 anos.

Entre os jovens, as causas mais freqüentes que levam à doença são o uso compartilhado de agulhas entre usuários de drogas injetáveis e a transmissão do vírus por meio de relações sexuais sem proteção.

A doença não escolhe idade, classe econômica, raça ou nacionalidade. A idéia de que homossexuais e usuários de drogas são os únicos que estão sujeitos à doença é absolutamente errada. Todo mundo pode contrair o vírus.

No entanto, é bom saber que as mulheres são mais vulneráveis à infecção do HIV do que os homens. "A área de mucosa da vagina é maior que a do pênis e, portanto, fica mais exposta durante a relação sexual, podendo ser mais facilmente penetrada pelo vírus, além do que, após a ejaculação, o esperma fica por algum tempo na vagina e no próprio útero", alerta Wildney Contrera, do GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids).


O que é HIV?

O HIV (Human lmunnedeficiency Virus), sigla que em português quer dizer Vírus da Imunodeficiência Humana, como outros vírus é um agente causador de distúrbios no organismo. O HIV tem "atração" pelas células do sistema imunológico. Ele interfere nas células que nos protegem contra infecções, deixando o organismo indefeso, sem proteção a alguns tipos de doenças.

Como se contrai o HIV?

Por meio de qualquer prática que permita o contato de fluidos do organismo como sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno. A infecção pode acontecer durante uma relação sexual (anal, vaginal ou oral), em uma transfusão de sangue, por meio do uso de agulhas e seringas infectadas, através de feridas ou cortes em pele ou mucosas.


Wildney explica que o HIV é transmitido de pessoa para pessoa de três maneiras:
1. Quando o sêmen ou fluido vaginal de uma pessoa infectada entra em contato com a mucosa (membrana) da vagina, pênis ou reto de outra.
2. Quando a pele é penetrada por uma agulha, ou outro instrumento cortante que tenha restos de sangue de uma pessoa infectada pelo HIV. É um grande risco compartilhar a mesma agulha e seringa entre os usuários de drogas. Na transfusão de sangue, existe a possibilidade de infecção, se o sangue estiver contaminado.
3. O HIV também pode ser transmitido de uma mãe infectada para seu bebê, por meio da placenta antes do nascimento, durante o parto, ou pelo aleitamento materno após o nascimento.

Fique esperta

Tatoo: É possível contrair o vírus fazendo tatuagens. Tenha certeza de que será usada uma agulha descartável. Lembre-se que o sangue pode aderir a qualquer instrumento que corte ou perfure a pele, e transmitido à outra pessoa que usar este instrumento sem que ele tenha sido esterilizado.

Beijo na boca: Somente poderá ocorrer transmissão do HIV pelo beijo nas situações em que houver sangue infectado misturado à saliva, devido a uma lesão ou ferida na boca.

Dentista: Há perigo de contágio por meio de aparelhos e instrumentos usados pelos dentistas. Por este motivo os instrumentos utilizados nos consultórios devem estar adequadamente esterilizados. Todos os pacientes têm o direito de questionar os dentistas sobre os cuidados existentes no consultório, e alguns deles podem ser observados.

Sem crise: É possível pegar HIV praticando esportes se um atleta infectado tiver um ferimento e seu sangue entrar em contato com um corte na pele ou membrana da mucosa de outro atleta. Mas isso é muito, muito improvável de acontecer. Também não há risco de contaminação de beijar um portador do vírus no rosto, abraçar ou andar de mãos dadas.

Formas de prevenção:

Utilizar sempre e corretamente a camisinha em relações sexuais. Seja anal, vaginal ou oral. Se o seu namorado não quer usar camisinha de jeito nenhum, mostre que você é uma garota de atitude e compre camisinhas femininas para você. (Clique aqui e saiba tudo sobre a camisinha feminina) http://igirl.ig.com.br/materias/086501-087000/86811/86811_1.html. Muita gente esquece da camisinha na hora do sexo oral, mas essa prática também oferece riscos de contaminação.

Não compartilhar seringas e agulhas. Utilizar sempre seringas novas tanto no caso de drogas injetáveis como no uso médico (quando for tomar uma injeção, preste atenção para ver se o profissional abre uma embalagem nova da seringa).

Teste

"Em um exame de sangue normal, o hemograma, não é possível saber se a pessoa está com o HIV. Para saber se está infectada, é necessário fazer um exame de sangue específico, o teste sorológico anti-HIV.", esclarece Wildney. Entretanto, apesar dos grandes avanços científicos acerca do diagnóstico do HIV/aids, seu tratamento e prevenção, a decisão para fazer ou não o teste é sempre uma situação difícil, em função das responsabilidades e conseqüências psicológicas, sociais e éticas que o seu resultado implica. O preconceito e a discriminação, que ainda imperam em nossa sociedade em relação aos portadores de HIV/aids, afastam muitas pessoas da possibilidade e dos benefícios de um diagnóstico precoce da infecção, além de, em muitos casos, contribuir para a manutenção da cadeia de transmissão do vírus.

Os exames disponíveis são realizados a partir do sangue e identificam a presença de anticorpos anti-HIV, que são células de defesa do nosso organismo específicas contra o HIV. Ou seja, os resultados dos exames informam se uma pessoa já teve contato com o vírus ou não. É importante esclarecer que não existem exames que identificam se uma pessoa tem aids ou não. O fato de uma pessoa ser portadora de HIV não significa, necessariamente, que ela tem aids, mas, simplesmente, que poderá ou não desenvolver a doença. Quanto mais cedo uma pessoa ficar sabendo se é portadora do vírus, mais chances ela tem para prevenir o aparecimento de doenças oportunistas, que configuram o quadro de aids.

Orientação:

Para mais informações, procure os órgãos de saúde ou um médico de confiança.

Ministério da Saúde
http://www.aids.gov.br/
Disque saúde 0800 61 1997

Adolesite
http://www.adolesite.aids.gov.br/aids.htm
adolesite@aids.gov.br

Grupo de Apoio à Prevenção à Aids

GAPA - BA http://www.gapabahia.org.br/
GAPA - DF http://www.gapadf.org.br/
GAPA - MG http://www.gapamg.org.br/
GAPA - RS http://www.gapars.com.br/
GAPA - SP http://www.gapabrsp.org.br/


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