A revolta dos anti-fashion
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Em meio à mesmice forçada da modernidade de massa, eis surgem os anti-fashion. Não é um clube, não é um rótulo, nem uma seita. Os anti-fashion são caras e garotas que não suportam comportamentos forçados, como por exemplo, pessoas que “curtem” filmes iranianos só pra ganhar fama de cool. Mais: eles não reverenciam à MTV, não estão nem aí para as tendências da moda e acreditam que essa conversa de metrossexual é um tremendo pé no saco. Convenhamos, os anti-fashion têm lá suas razões!

No Orkut encontrei a ótima comunidade Fuck The Fashion – Odeio Moda. “Tá na moda” ou “Tá usando” são expressões que, digamos, dá ânsia nessa galera. O tópico “Qual a loja que você mais odeia?” é show de bola. Quanto mais descolada, pior. Confesso que sinto alívio por saber que existem pessoas que não gastam todo o salário numa calça jeans, só porque alguém falou - quem mesmo? - que ela vale muito.

Beber duas cervejinhas e fingir que tá muito louca” é uma das atitudes ridículas - de um vasto repertório - atacada pela comunidade Odeio Adolescentes da Moda. Eu achei esse nome ótimo. Coincidentemente já fiz uma coluna sobre o povo que bebe pra parecer pirado. Tão ousados quanto Avril Lavigne.

Dentre os aspectos irritantes do mundo moderno/fashion, um dos mais citados é a mania de falar ao contrário (Paula vira aluap). Raios, isso é tão antigo quanto o meu primeiro ursinho Peposo!

A comunidade Odeio Gente Moderna faz sua parte no movimento e detona as “meninas que beijam meninas pra parecerem descoladas.” Entendeu a fórmula? Eu explico: o objetivo é atrair garotos, é isso. Mas não confunda com garotas homossexuais.

Apesar do uso do fatídico do “eu odeio”, os anti-fashion não são contra nada nem ninguém. A discussão é impessoal, até divertida, um apelo contra comportamentos forçados.

E você, tem entrado em muitas ondas forçadas por aí ou as atitudes modernas não te encantam? Deixe o seu comentário!





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