É assim que começa um dos tópicos de uma pesquisa realizada pela Unidade Jovem da Editora Abril, junto ao instituto BOX1824, que rolou em agosto de 2005:
“Os garotos universitários de Ribeirão Preto só falam em pen drives e o quanto podem armazenar dos seus gigantes trabalhos. A galera do Dante Aligueri, Pio 12, e Rainha da Paz sonham em ter i-pod e poder circular com mais de 15.000 músicas pelo colégio, e a turma dos novinhos no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, não discutem outra coisa que não seja sobre a memória dos telefones celulares e dos cards memoris de seus vídeo games”.
Nunca o vazio foi tão valorizado e também tão mal utilizado. A pesquisa revelou que todos os entrevistados ocupam APENAS cerca de 25% da capacidade de armazenamento dos seus aparelhos, e, mesmo assim, não se sentem satisfeitos e querem trocá-los por modelos mais novos e com mais espaço.
Isso também rola com contas de e-mail. Aconteceu há pouco tempo com pessoas conhecidas:
- “Caramba, e-mail com dois gigas? Sim, sim. Eu quero agora!” - “Pra quê? Não vai usar nem 20% disso.” - “Não interessa, é legal e um dia eu posso precisar”.
Louco, não? Até que não. A tecnologia realmente encanta, pena que somos tão novos nessa arte que mal sabemos o que fazer com ela.
Ou seja, ao invés de curtir o tal do Palm que acabou de comprar, o cara já está de olho em outro mais moderno, que será a sua próxima aquisição, e de olho no Palm Japonês, que é tudo na vida, e de olho no Palm do vizinho, que bota ovo amarelinho.
Fica aí o meu convite. Pense no que você está consumindo e, principalmente, se isso tem gerado mais satisfação ou ansiedade na sua vida.
Super beijos. Paula Balsinelli.
E você? O que tem a dizer sobre o consumo do vazio? Manda aí o seu comentário!
Agradeço a colaboração do pessoal da Editora Abril pelo fornecimento das informações da pesquisa.