Estava comendo acarajé na casa de uma amiga - aqui em SP - quando deu na TV que novos ataques iriam rolar. Resumindo a noite: quem teve menos medo comeu mais, eu fui embora. Em tempos de ultraviolência explícita, morte vira estatística. Três pessoas mortas são apenas “mais três pessoas mortas” e é assim que caminhamos, cada vez mais tolerantes e anestesiados.
Uma leitora me falou que a nova curtição do pessoal é trocar vídeo de garotas brigando. Antes que você ria, eu não estou falando de tabefes na cara e puxões de cabelo. No quesito brutalidade, as garotas não ficam devendo nada para os marmanjos mais sem noção.
E o que eu tenho a ver com a briga alheia? Nada. O que me assusta é o culto à violência. E tem mais, que me desculpem os gamemaníacos -- e eu sei que a maioria vai discordar da minha opinião -- mas jogar videogame perdeu um pouco a graça - no sentido mais real da palavra. Tudo é obscuro, com vozes do além, gente arrancando a cabeça de gente, enfiando a faca... e todo mundo vidrado: “noooossa... olha as tripas do cara saindo pra fora... que bem loco!”
Sei lá, vai ver que estou ficando chata, careta... (ok, chega).... mas pra mim, tem algo de muito estranho no ar.
Briga de menina Encontrei muitos vídeos de garotas se espancando na net. Resolvi colocar só um, pra não chocar. Meu objetivo não é divulgar ou apoiar esse tipo de conteúdo, apenas quero atestar que o papo é sério. As cenas são fortes, se você acordou num mal dia é melhor nem ver. E olha que eu escolhi o mais light...Clique aqui para ver