Todo dia 31 de outubro - dia do Halloween - as pessoas se fantasiam de seres monstruosos e saem para se divertir em festas com decorações fantasmagóricas. Mas de onde veio essa tradição?
A comemoração que conferimos hoje é originária de uma celebração da cultura celta – um povo que habitava uma vasta região da Europa antes da expansão do cristianismo.
Quando o cristianismo foi adotado como religião oficial na Europa, as pessoas que tinham outras religiões – os pagãos - e praticavam rituais sagrados diferentes foram perseguidas por praticarem o que se chamou de "bruxaria".
"Hoje em dia esse termo não é mais usado", explica a sacerdotisa Wicca Claudia Hauy. "Wicca é o nome que se deu à bruxaria moderna.
Claudia conta que a Wicca prega que não se faça nada de errado aos outros e, assim, pode-se obter a ajuda dos deuses. Para saber o que não fazer de mal para os outros, a sacerdotisa pensa, antes de agir, no que ela não gostaria que não fizessem para ela.
Para meninas e meninos iniciantes – sim, também existem bruxinhos - Claudia aconselha a procurarem um "bruxo" mais velho para as orientar.
"A menina precisa de alguém que conheça a arte para que não fique perdida com as diferentes tradições que existem. Há muitos livros sobre o assunto e cada um segue uma doutrina. É natural que as garotas fiquem confusas."
Pode parecer estranho, mas cada vez mais meninas estão procurando informações sobre esoterismo e magia. Luana Yazigitem livros de tarô e i-ching e já conhece o esoterismo de família. "Minha mãe é professora de ioga e eu me interesso por tudo que envolve energia".
Algumas meninas decidem cedo que o caminho do esoterismo é realmente o que elas querem para suas vidas. É o caso de Renata Tavares, que está começando a jogar runas e tarô e faz massagem de origem indiana, que, segundo ela ajuda na busca pelo equilíbrio. Renata é chamada carinhosamente pelos amigos de "bruxinha".
A sacerdotisa Claudia Hauy chama a atenção para os amuletos – que todo mundo pode fazer, sendo uma bruxinha ou não! "A menina deve pegar algum objeto simbólico para ela, qualquer coisa que ela goste, e acreditar que aquilo pode fazer com que algo mude sua vida."