Doença sexualmente transmissível é coisa chata, a gente sabe disso. E a gente sabe também que precisa tomar muuuito cuidado para não pegar. Quer mais dicas para ficar com os olhos bem abertos? Então vamos lá! Essas e outras perguntas estão no meu livro “500 perguntas sobre sexo do adolescente – um guia para jovens, educadores e pais” (editora Objetiva)
1. Contra as DST, é só usar camisinha e tudo certo?
Camisinha é importantíssimo. Mas não é só isso, né? Você pode começar a história do sexo-seguro-e-prazeroso selecionando bem a pessoa com quem vai manter relações sexuais: ela precisa ser alguém de fato especial para você! Sexo não é tapinha nas costas, que a gente sai por aí dando em qualquer pessoa. Na verdade, é algo muito gostoso, positivo e significativo. E precisa ser tratado com um carinho todo especial. Essa é uma dica fundamental, a meu ver.
2. Muita gente pega doença mesmo? Ou isso é conversa para a gente ficar assustada?
Não é lenda não. Confira alguns números: 1 adolescente no mundo a cada 14 segundos se contamina com o vírus da aids, segundo a Unesco. Já imaginou que assustador? Pior do que isso: dois terços dos novos casos de infecção pelo vírus da aids estão entre os jovens de 15 a 24 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Que tal se prevenir?
3. Ouvi dizer que transar de absorvente interno ajuda a evitar doenças. É verdade?
Claro que não! Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O absorvente interno só vai conter o fluxo da menstruação. Para evitar as doenças sexualmente transmissíveis, só mesmo com camisinha. Ou seja, durante a transa vaginal, o melhor é não colocar o absorvente interno e optar pelo uso da camisinha. Aliás, camisinha tem que usar em todas as práticas sexuais!
4. Desconfio que estou com alguma doença porque minha vagina está ardendo. Vou ao médico?
Demorou! O primeiro passo é sempre procurar um médico. Ele vai examiná-la e dizer se é ou não uma DST, e como tratar. Está esperando o quê? Mais uma dica: se algo coçar, se aparecer uma ferida, um sangramento, ou uma verruga, é hora de ir rapidinho ao médico! Esses podem ser sinais de doenças sexualmente transmissíveis ou de alguma infecção. Garota esperta fica de olhos bem abertos, e tem coragem para buscar ajuda com um especialista sempre que perceber algo meio esquisito. Estão aí as dicas... Cabe a você ficar bem esperta para viver o sexo de forma saudável, positiva e prazerosa!
Laura Muller, jornalista e educadora sexual, membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana e autora dos livros “500 perguntas sobre sexo – respostas para as principais dúvidas de homens e mulheres” (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001) e “500 perguntas sobre sexo do adolescente – um guia para jovens, educadores e pais” (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2005).