O que há por trás das "panelinhas"
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Não importa o estilo, a tribo ou a idade, o fato é que as mulheres adoram andar em grupo. Seja na escola, no shopping ou fofocando no banheiro, meninas nunca andam sozinhas.

É natural que a gente se aproxime de quem parece mais com a gente, deixando de lado o que é estranho, formando tribos ou panelinhas nas quais só entram pessoas de um de determinado perfil.

Mas quem foi que disse que, para ser amiga, tem que gostar das mesmas coisas, ouvir o mesmo som e se vestir igual?

Luciana, Paula, Renata, Denise e Alice, estudantes do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Floresta, em São Paulo, são amigas há dois anos, e se intitulam “Gossip Girls”. Apesar de serem de tribos diferentes, são amigas inseparáveis, prova de que conviver com pessoas diferentes da gente pode ser muito legal.

Luciana faz um estilo mais hippie e é super caseira; Paula adora esportes e é viciada em malhar; Renata só pensa em estudar; Denise não perde um show hardcore e Alice é patricinha assumida e muito baladeira. “Não faz diferença o jeito que cada uma se veste ou o estilo de vida que leva. O importante é que conversamos sobre tudo e somos felizes juntas” diz Alice. “Nos nossos encontros nunca falta assunto, e a gente sempre quebra o galho uma da outra”, completa Renata.

Entre cuidar quando alguma fica bêbada, acobertar umas mentirinhas aqui e ali, ir para uma balada que odeia só por que o ficante de uma delas vai estar presente e emprestar roupas, as meninas foram estreitando os laços, mesmo sendo tão diferentes, sempre respeitando o perfil umas das outras.

Será que tanta mulher junta intimida um pouco os meninos? Bem, elas respondem que, para namorar, o namorado de uma tem que ser aprovado por todas!

Difícil, hein?

Panelinha

Apesar de toda essa união, as meninas dizem ser contra panelinhas. Elas estão sempre abertas para fazer novas amizades, principalmente com pessoas que são novas no colégio. “Adoramos integrar alunos novos, e somos muitos receptivas”, garante Denise.

O que dizem os especialistas

Segundo a psicóloga Lara Flavano, para muitas meninas, ter um grupinho as deixa mais seguras e menos carentes, isso porque as amigas funcionam como ponto de apoio, e até mesmo segunda família.

A psicóloga afirma que a adolescência é mesmo um período em que as meninas precisam da aprovação de outras meninas da mesma idade. “Quando convive com a diversidade, o jovem aprende muito mais. Fazer amigos diferentes torna a pessoa mais preparada para a vida”, explica a psicóloga.

Não importa a tribo, o estilo, se é um grupinho ou um grupão, o importante é estar rodeado de quem a gente gosta!



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