Como fazer para a masturbação não causar tanta culpa?



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Muitas garotas como você moooorrem de vergonha e de culpa de se masturbar.  Tem até pesquisa que revela: 30% das meninas acham que tocar o próprio corpo é errado e “algo sujo”. Será mesmo?

Como é que a gente pode virar o jogo e encarar a masturbação como algo natural e saudável, que de fato é?

Aí vão algumas dicas: 

Dica número 1 – Pare de ver pêlo em ovo!
Que mal há em você, que é dona de si mesma, tocar o próprio corpo, que é seu e de mais ninguém? A vagina é sua. O clitóris e o ânus idem. Não há mal algum em acariciá-los. Aliás, pode ser muito prazeroso!

Dica número 2 – Junte o útil ao agradável!
Além de não ser algo errado, nem feio, nem sujo, a masturbação é uma prática fundamental para ajudar a garota a descobrir mais facilmente o caminho para o tão desejado orgasmo. Os sexólogos garantem. E não custa experimentar.

Dica número 3 – Agora junte o útil ao saudável...
Tem mais vantagens: ao tocar a região genital e ao observá-la de perto, você fica bem mais atenta ao que rola por ali, e pode ser capaz até de perceber mais rapidamente sinais de alguma infecção ou de alguma DST (doença sexualmente transmissível).  Claro que garota esperta usa camisinha para evitar as DST. Mas também fica de olhos bem abertos e, quando percebe que tem algo incomodando, ou machucando, ou sangrando, bem como uma ferida ou uma verruga, corre para o ginecologista. Será que agora você se convenceu? 

Dica número 4 – Não dê o passo maior que as pernas!
Ok, ok. Você já está até achando que não há mal algum em tocar o próprio corpo. Então, comece devagar. O ideal é fazer tudo em um ambiente tranqüilo e reservado, sem correr o risco de ser surpreendida por alguém. Uma boa dica, recomendada pelos sexólogos, é experimentar tocar o próprio corpo durante o banho, fazendo um pouco de espuma nas mãos. Mas há quem queira ir mais além e experimentar brinquedos eróticos, como vibradores e massageadores. Tudo bem. Também não há mal algum, desde que você se sinta confortável para isso. Aliás, no sexo (como na maior parte das coisas da vida), a gente só deve ir até onde estiver realmente a fim. Quer dizer: a escolha é sua!

Fique à vontade...


Laura Muller, jornalista e educadora sexual, membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana e autora dos livros “500 perguntas sobre sexo – respostas para as principais dúvidas de homens e mulheres” (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001) e “500 perguntas sobre sexo do adolescente – um guia para jovens, educadores e pais” (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2005). 



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