Em fevereiro, os cidadãos portugueses tiveram uma missão importante: votar a favor ou contra a legalização do aborto em Portugal. O resultado acabou sendo favorável à realização do processo.
O assunto teve tamanha repercussão aqui no Brasil que ontem, 28, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a prática e deixou claro que quer promover um plebiscito com o intuito de levar os brasileiros às urnas para votar contra ou a favor do aborto. Um referendo igual àquele sobre a proibição ou não das armas de fogo.
O médico Drauzio Varella afirma que essa medida pode sim ser eficaz para diminuir acidentes, já que as mulheres não ficarão nas mãos de marginais que se passam por médicos. Porém, diz que o tempo limite para a prática deveria ser de no máximo três meses de gravidez.
No Brasil, o número de mulheres que fazem aborto passa de 900 mil por ano, segundo o Ministério da Saúde. Sem contar que essa se tornou a quarta maior causa de mortes no país.
Varella relaciona essas mortes à questão da desigualdade social. De acordo com ele, o aborto já é liberado para quem tem dinheiro para pagar. Para as moças pobres, que na grande maioria dos casos são as que mais necessitam desse tipo de procedimento, o recurso ainda é inacessível.
Além do mais, a cada dia que passa o tema fica ainda mais polêmico pois também envolve questões religiosas. A Igreja se posiciona contra o aborto. Ela crê que a vida começa a partir da concepção e não do nascimento do bebê, por isso, a prática significaria assassinar um ser humano.
No sábado, dia 24, mais de 11 mil pessoas saíram às ruas, em São Paulo, para se posicionar contra a legalização e interrupção da gravidez a qualquer momento. A ação foi chamada de Movimento Nacional em Defesa da Vida.
E você? O que acha dessa história toda? Deve-se ou não legalizar o aborto e por quê? Deixe sua opinião!